segunda-feira, 5 de setembro de 2011

UPP prende cinco jovens no Morro da Coroa e tenta vendê-los para outras favelas


UPP prende cinco jovens no Morro da Coroa e tenta vendê-los para outras favelas

Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) prenderam no último dia 29 de agosto, cinco jovens do Morro da Coroa, no Centro do Rio de Janeiro. A prisão foi por volta da 6h da manhã, mas somente à tarde, às 14h, os policiais levaram os rapazes para delegacia.


Integrantes da Rede Contra Violência, assim que receberam a denúncia, ligaram para várias delegacias, mas sem sucesso, foram juntos com os familiares visitar delegacias mais próximas de onde a favela está localizada para saber alguma informação sobre o paradeiro dos jovens.


Segundo os familiares, os delegados da 6º e da 7º Delegacia de Policia não quiseram aceitar os jovens, já que os policiais da UPP só os levaram muito tempo depois de terem realizado a prisão. A demora em levar os jovens para a delagacia não foi por acaso: "antes de apresentar os jovens presos em alguma delegacia, levaram eles para diversas outras favelas na tentativa, ao que parece, de ´vendê-los` para facções do tráfico de drogas", afirmam moradores da comunidade.


Só a 5º DP que atendeu. Familiares dos rapazes afirmam também que os jovens foram machucados. Um deles apresentou ferimentos no pescoço. Até agora, apenas um foi solto, todos os outros foram para o presídio Ary Franco.


No início da madrugada de 30 de agosto, familiares dos jovens presos e militantes da Rede Contra Violência, na saida do Instituto Medico Legal, foram abordados por policias militares de forma violenta, sendo que um dos policiais que estavam na viatura (cujo número é 513462) empunhou seu fuzil na direção dos mesmos tentando intimidá-los.


O caso está sendo acompanhado pelo Comitê Estadual para a Prevenção e Combate a Tortura/Alerj e pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.


Comissão de Comunicação da Rede contra Violência 


Blog: Infãncia Urgente 

sábado, 20 de agosto de 2011

Enfrentamentos: ocupação do MST em Americana-SP

Enfrentamentos: ocupação do MST em Americana-SP

8 de Agosto de 2011 - Passa Palavra.


Através desta luta, as famílias acampadas e aliados do MST enfrentam as opressões do passado para abrir os caminhos para um futuro mais igualitário, fazendo com que o presente siga veredas da resistência dos de baixo. Por Passa Palavra
Na madrugada de 06 de agosto de 2011, diversas famílias do MST ocuparam no município de Americana, região de Campinas, o sítio Boa Vista, ilegalmente invadido pela Usina Esther para o cultivo de cana-de-açúcar.
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O sítio ocupado tem cerca de 80 hectares, pertence ao INSS e a área fica ao lado do assentamento do MST Milton Santos, uma ilha de produção de alimentos cercada pelo deserto do monocultivo de cana-de-açúcar, onde estão assentadas 75 famílias. Logo na entrada da ocupação, seus integrantes plantaram mudas de bananeira e outros cultivos alimentares.
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Esta é mais uma ocupação realizada pelo MST em áreas griladas pela Usina Esther que, segundo algumas estimativas, já usurpou cerca de quatro mil hectares de terras públicas municipais, estaduais e federais.
ocupa-americana-021Curiosamente, como se a dominação do passado se repetisse como uma eterna injustiça no presente, no mesmo dia da ocupação pelo MST, os advogados da Usina, junto à Polícia Militar, tentaram – sem sucesso – forçar a reintegração de posse com uma liminar judicial de dois anos atrás, datada de 2009. Já na última ocupação feita na mesma área, a Polícia Militar, sem uma liminar da justiça, havia realizado brutalmente o despejo das famílias. Coincidentemente, conforme relatado por moradores da região, a Usina contrata diversos policiais temporariamente como seguranças.
Tal situação não intimidou os ocupantes e centenas de famílias e pessoas provenientes das cidades de Americana, Cosmópolis, Paulínia, Limeira e Campinas continuam a chegar à ocupação e montar seus barracos de lona preta.
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ocupa-americana-019Conforme prosas [conversas] que tivemos, as situações que as movem vão desde o desemprego provocado pela mecanização das fazendas até a falta de condições para continuar a pagar aluguel nas periferias das cidades. Demonstrando, na prática, que apesar do crescimento da economia e de programas assistenciais, há grande parcela da população excluída do banquete oficial e com gana de lutar.
Através desta luta, as famílias acampadas, os apoiadores e aliados do MST enfrentam as opressões do passado para abrir os caminhos para um futuro mais igualitário, fazendo com que o presente siga veredas da resistência dos de baixo.
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Para os Apoiadores e Aliados
Para garantir a continuidade dessa luta, as famílias acampadas estão necessitando com urgência doações de:
- Lona
- Alimentos
- Gás
- Cobertores
- Produtos de higiene pessoal
Contato: Luciana – (19) 9218-8574
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Fotos: Passa Palavra